Classificado em 1º lugar no no Concurso Soneto de Ouro da Academia Jacarehyiense
Trago vazias mãos dos longes de onde vim,
não trouxe céu ou mar, nem minha poesia.
Deixei também o sol e o fogo que aquecia
a desmaiada cor da rosa carmesim.
Dos longes de onde vim, amor, eu te daria
o beijo dos mortais, num fôlego sem fim.
Um lúbrico querer resiste e vibra em mim;
dos longes de onde vim, eu trouxe a fantasia.
Eu venho, ao teu prazer, sem pejos ou pudores,
vestida de nudez, irei aonde fores,
e, então, reviverei o amor que me ensinaste.
De tudo o que vivi nos longes da saudade,
restou a exatidão de um sonho que me invade:
nos braços teus eu sou a rubra rosa na haste!
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