Findou-se o mês, findou-se fevereiro
em meio às sensações e tons vibrantes.
Eu celebrei à sorte e aos seus instantes,
lançando ao vento o verso costumeiro.
Um poema nasce aos poucos do tinteiro,
e acende as relembranças mais brilhantes,
cantando o sol do agora e as noites de antes
como se fosse um hino derradeiro.
E o verbo, na esperança que pressente,
gloreia-se na bênção do presente
e nos contentos simples que virão.
Findou-se o mês mas deixa as suas cores;
e assim, na espera de azos sedutores,
março desperta o ramo, a flor, o grão...