Quando se espraia o sol na crista dos coqueiros,
bordando de esplendor as horas matinais,
o céu é mais azul, mais alvos os portais
por onde adentra a fé dos ânimos primeiros.
Os brilhos da manhã resvalam os beirais
e beijam com calor as rosas e os canteiros;
aquietam-se os afãs e os sustos derradeiros
quando se espraia o sol nos ermos lacrimais.
A aurora que reluz sepulta as ânsias do homem,
as suas aflições e os medos que o consomem,
e acende em seu olhar um lume de esperança.
O sonho se refaz nas rútilas manhãs
e amaina a triste dor que habita as queixas vãs...
Quando se espraia o sol um júbilo se alcança.