Ausências
Na solidão que insiste e grita
sorvo a tristura tão tenaz.
Como encontrar o elísio, a dita
se, no imo, a amarga ausência jaz?
Vivo a lavrar a plaga aflita,
tento colher a flor fugaz,
mas tua falta em mim suscita
tamanho agror que a luz desfaz...
No seco enovelar dos dias,
nas horas mudas e sombrias
persisto, na saudade imerso...
Eu tento, amor, mas não consigo
conter a dor e o desabrigo,
então componho um triste verso!
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 29/09/2021