Verso amigo
Soturno verso, com gentil afago,
faz-se moldura de retrato antigo
e como o vinho que sedento trago
na noite, torna-se o dileto amigo!
E pressentindo o sentimento vago,
um verso roto, com fervor, mendigo
pois os temores, versejando, apago
ao prosear, ao conversar comigo...
A mão nervosa, a manejar a pena,
revela o instante de euforia plena
que vibra em mim em emoção profunda!
E meu poema, em sensação que inunda,
oculta a lágrima e acoberta a dor
ao germinar, desabrochando em flor!
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 08/06/2021
Alterado em 08/06/2021