Sem Tempo para o Adeus
Sem palavra de adeus, sem voz de desenlace.
Ausência, pranto, dor e o dia feito em breu.
Restaram, com pesar, as lágrimas na face,
sem tempo de arremate o enredo feneceu.
Nenhuma explicação e nada que aclarasse.
Mudez, silêncio, fim e a noite aconteceu.
Atônita assisti e vi-me num impasse,
fugiu, na luz da lua, o dom do encanto meu.
Restou a escuridão e a busca por resposta,
lamento desigual, com a alma nua, exposta.
Tristeza, choro e dor, soturna e amarga sorte.
Tateio sem conforto, envolta em rogativas,
imersa em negações, perdida em negativas...
Temor, angústia e medo... A vida em lenta morte!
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 28/04/2021