Destemor
Eu viverei o amor com tal encanto
da rosa não desprezarei o espinho!
E em noite sem luar, quiçá sozinho,
teu nome bendirei com zelo tanto.
E não desviverei no desencanto,
do amor degustarei o desalinho,
pois nu dos meus temores eu caminho,
rendendo-me ao veraz dulçor. E canto!
Meu ser a um belo ensejo não se furta,
pois sabe ser a vida breve e curta,
por isso almeja amar-te sem demora.
E deste amor fazer perene abrigo,
a eternidade, enfim, viver contigo,
em cada instante, sempre, cedo, agora!
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 26/04/2021
Alterado em 18/10/2021