Detalhes
No rotineiro gesto de ternura,
o amor, naturalmente, se enraíza.
Espalha seu olor feito uma brisa,
na face acende o riso e a paz apura.
Um beijo afetuoso, com doçura,
o abraço em hora certa, bem precisa,
o olhar que a dor intrínseca ameniza,
palavra que, bem dita, salva e cura!
Detalhes que, nos dias atuais,
replenos dos amores virtuais,
aquecem a existência com louvor.
E trazem fulgurante alacridade,
que efêmera vivência, então, invade,
aguilhoando o vínculo do amor!
Este soneto está presente
Na Trilha XXVIII - PEQUENOS GESTOS -
do Fórum do Soneto
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 13/02/2021