Desesperança
Imersa nas agruras da lembrança,
percebo o limiar da madrugada.
Minh’alma, envolta em dor, angustiada,
na insônia desfalece... E o tempo avança.
Memórias se entrelaçam em cobrança,
e a lágrima, insistente, é derramada.
Na boca, o fel amarga, à cena cada,
revista e revivida que me alcança!
No olhar desfigurado em amargura,
a transluzente dor é infinita.
e assola minha mente e coração...
E a noite, envolta em trevas, me tortura,
com tal desesperança me visita,
tornando o meu esforço nulo e vão!
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 05/02/2021