Geisa Alves
Versos de Amor e Saudade
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Textos
Versos Taciturnos
Procuro compreender o meu vazio,
completo de palavra vã, silente.
Tristeza que corrompe minha mente,
traduz o meu monólogo sombrio.

Eu tento decifrar, me desafio,
Moída pelo luto permanente.
Meu verbo, tão calado, tão dormente,
em lágrima, transforma-se num rio.

Deságuam os meus versos taciturnos,
mitigam minha sede, meu lamento,
por bálsamo fugaz à minha dor!

Tristonha, meus vestidos são noturnos,
ornados por pesar e sofrimento;
mazelas dessa vida sem amor!


Este soneto está presente
na Trilha XXV - TRISTEZA -
Ritmo Binário sem Metaplasmos
do Fórum do Soneto
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 27/12/2020
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