Chuva
E a chuva, em gotas de água prateada,
insiste, nesse dia sonolento...
Aurora taciturna traz lamento,
nem ouço o alvoroçar da passarada!
No peito só tristeza faz morada,
percebo o cinza frio do momento.
E dentre as incertezas 'inda tento,
ouvir a minha voz que está calada!
Perdida na silente moradia,
buscando vislumbrar a luz do dia,
escuto o som da chuva persistente.
E tento transmutar a minha mente...
Da dor da solidão fazer virtude,
regozijar em minha solitude!
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 27/12/2020
Alterado em 27/12/2020