Geisa Alves
Versos de Amor e Saudade
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Textos
Desejo de Natal
Tristonha, a menina pensava consigo...
Já era Natal, mas não tinha presente.
Na rua, sem pão, sem família ou amigo,
A vida era ganha com unha e com dente!

Pequena menina queria um abrigo,
Aberta, uma porta; um caminho somente.
Viver na calçada era um hábito antigo,
Fazia das noites perigo frequente!

Guardava um desejo a menina franzina...
Fugir do desgosto, da dor, da chacina.
Queria viver uma vida normal!

Seria, por fim, todo dia Natal!
Veria o luar através da janela,
E não da calçada, seu lar, sua cela!

Este soneto está presente
na Trilha XXIII - CLIMA NATALINO
EM GALOPE NA BEIRA DO MAR
do Fórum do Soneto
Geisa Alves
Enviado por Geisa Alves em 15/12/2020
Alterado em 19/12/2020
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